sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Dez motivos para seu filho fazer Teatro

Atividades Teatrais – Desenvolvendo Pessoas
Atividades Teatrais  não existem apenas para aquelas pessoas desenvoltas e desinibidas., deveria sim, oportunizar a participação de todos, pois,  a prática teatral tem sua importância pela grande contribuição ao desenvolvimento e formação da personalidade.
O teatro não tem contra indicação nem pré-requisito. "Além de promover o autoconhecimento e desenvolver a autoconfiança, fazer teatro é um exercício de escuta do próximo", Todo mundo deveria fazer teatro pelo menos uma vez na vida!
Tão notórios são seus benefícios para a formação de crianças e jovens, que o teatro foi reconhecido como importante conteúdo escolar pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, documentos que orientam o trabalho dos professores do Ensino Básico. Inclusive, já se discute a inclusão da disciplina na grade curricular obrigatória das escolas brasileiras.
Enquanto isso não ocorre , os  cursos de teatro extracurriculares podem  proporcionar essa rica experiência as crianças. Geralmente, o curso são compostos por uma série de exercícios e atividades lúdicas e ao final de cada período, o grupo pensa, monta e apresenta uma peça de teatro.
Ser aplaudido é a perfeita situação que traduz o sentimento de bem-estar que envolve os praticantes da arte teatral. E isso se reflete na autoestima da criança, pois ela faz parte de um trabalho que é apreciado pelas pessoas. A psicóloga e professora de Artes Betina Rugna afirma que a criança fica contente em representar e sentir-se importante: "ela afirma para si mesma que se gosta e tem o seu valor". Quando é convidada a expor suas próprias ideias para transformá-las em comunicação artística, a garotada também fica mais segura: "eles se sentem potentes e agentes do mundo", resume a orientadora cênica da Casa do Teatro.
Se o seu filho morre de vergonha de falar na frente de muitas pessoas, como na apresentação de um trabalho escolar, o teatro pode ajudá-lo a aprimorar seu jogo de cintura. Quando estão representando personagens, as crianças conseguem se soltar. "Ao atuar, elas perdem a timidez porque ninguém as está julgando", explica a psicóloga e professora de Artes Betina Rugna. Os exercícios de aquecimento vocal, como a repetição da frase "paca tatu, cutia não", melhoram a impostação da voz e garantem confiança na hora de falar em público.
Quando se pretende representar alguém, é importantíssimo colocar-se em seu lugar: tentar entender como o personagem pensa e o que sente. Esse simples exercício de imaginação acaba por desenvolver a empatia, habilidade importantíssima para o relacionamento social.  Compreendendo melhor cada um, a criança aprende a tolerar as diferenças e a respeitar o próximo. Além disso, como a atividade teatral é coletiva, a criança precisa aprender a se relacionar com diversas pessoas, inclusive aquelas de que não gosta muito. Com o tempo, isso "promove a integração, a criança fica mais acessível no convívio com o outro. Pode facilitar inclusive o convívio com os familiares",
Conhecer o outro nos ajuda a conhecer melhor a nós mesmos, a definir nossa identidade. O teatro também auxilia nessa jornada quando "possibilita a elaboração interna de questões pessoais e coletivas por meio da metáfora, da poesia, do lúdico, do criativo",. Que mesmo sem perceber, os alunos expressam suas inquietações por meio do trabalho teatral, esse "descarrego" também os deixa mais tranquilos.
Muitas atividade e exercícios propostos são direcionadas para estimular a percepção dos sentidos.  Isso faz com que a criança desenvolva melhor coordenação motora, percepção espacial e consciência de seu corpo, além de aumentar sua capacidade de expressão.
Por ser uma atividade coletiva, o teatro também aprimora a convivência em grupo. O sucesso de todos depende do trabalho de cada um. Por isso, é importante aprender a lidar com o colega, saber expor ideias e críticas e principalmente aprender a respeitar a opinião dos outros. Encenar uma peça também exige comprometimento e dedicação. Os ensaios são recorrentes e a criança irá aprender que seu atraso atrapalha o progresso de todo grupo, tornando-se, assim, mais responsável.
Como teatro é uma arte multidisciplinar (envolve literatura, artes plásticas, música entre outros), a prática proporciona o desenvolvimento de diversas habilidades. Os participantes podem explorar a criatividade montando o cenário, desenhando o figurino, compondo músicas, escrevendo peças... Além disso, é preciso refletir sobre as escolhas na construção do espetáculo e isso também articula a criatividade e o raciocínio para a solução de problemas. Para encenar uma peça é preciso lembrar-se de um monte de coisas: sua fala, sua posição em cena, a ordem de entrada no palco... O cérebro agradece o exercício e retribuirá com uma memória mais eficiente.
Quando faz teatro, a criança é convidada a conhecer diversos mundos das artes. O texto dramatúrgico a aproxima da literatura; a sonoplastia e trilha sonora abrem alas para a música; os figurinos trazem a moda para a cena; a construção de cenários dialoga com elementos da arquitetura e artes plásticas. Essas referências expandirão seu horizonte cultural e instigarão sua vontade de conhecer mais.
Os benefícios do teatro também se refletem em sala de aula. A capacidade de concentração e o constante exercício de memorização podem ajudar na hora da prova, enquanto o contato permanente com a literatura melhora o vocabulário, a escrita e interpretação de texto. Com o teatro, a criança desenvolve o espírito investigativo e curioso, necessário para encontrar soluções criativas para os jogos teatrais propostos. "Essa vivência possibilita que a criança perceba sua capacidade em pensar soluções, experimentar caminhos, vivenciar o diverso e aprender com o outro", finaliza a coordenadora da Casa do Teatro, Luciana Barboza.
Todas as habilidades pontuadas anteriormente são consequências da prática teatral, mas o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais José Simões lembra a importância do próprio fazer teatro, isto é, do contato com estímulos sensíveis, que fazem o imaginário das crianças voarem, recriando mundos e relações por meio do teatro . Para além das habilidades funcionais, uma montagem teatral "deve querer dizer algo para as crianças e seu mundo e, também, dialogar no contexto que vivem", esclarece Simões. Assim, ela ganha uma autonomia que a estimula para a expressão artística.
Fonte: Educar para Crescer

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Conversas sobre teatro

Conversas sobre teatro

Domingos Oliveira

A única coisa - única - que realmente me interessa, é desenvolver minha capacidade de ouvir minha voz interna. A voz interna existe e sempre nos diz o que devemos fazer. Nunca está errada, é sublime, é música. Mas não grita. Fala mansamente, de modo que é muito difícil ouvi-la. E cada vez mais difícil nos tempos que correm. Essa voz, pelo menos até hoje, ordenou que eu trabalhasse muito, escrevesse, dirigisse, contasse histórias. Que histórias? Também sobre isso não tive dúvidas: minhas histórias.

Não importa se com esta ou aquela tendência política, cultural, se velhas ou originais. Sou artista, estou aqui para dar meu depoimento sobre o que vivo, sobre o mistério da vida. Na certeza de que esse depoimento é único, insubstituível, portanto importante. Um depoimento. Todas as pessoas têm o seu, e nenhum é, no critério do eterno, melhor ou pior que o outro. Mas poucos têm a compulsão estranha e inexplicável de prestá-lo. Estes se chamam artistas.


Grupo e indivíduo

Nunca duvidei de que sou artista. Porque isso depende da qualidade da minha obra. A obra é um fato circunstancial. Não sei se o que faço é bom ou mau, não cabe a mim julgar. Não tenho a menor idéia de como o mundo me vê. Sei, porém, que minha visão do mundo é deslumbrante. Na medida em que eu puder romper a alma e narrá-la, é nesta medida que todos cairão de joelhos e chorarão, de alegria. Repito, isso não me envaidece. Não tem nenhum sentido comparativo. Não me faz maior ou menor. Quer dizer apenas que sou um artista.

Por isso, tenho uma personalidade individualizada. Na verdade não pertenci nunca a grupo nenhum. Nem a partido político, corrente ideológica, clube, time, nem mesmo à minha família; nem mesmo a mim mesmo...nunca realmente pertenci. Preciso da alma vagabunda. Por mais que isso custe. Sem ela não sobrevivo. Este dado, esta individualização além do normal, sempre me criou problemas de vários níveis. Mas não me arrependo. Pedir a um artista que não seja especialmente individualizado é o mesmo que pedir a um atleta que não seja especialmente musculoso.

Ninguém extrai um bom espetáculo de um mau texto. O texto é mais importante. Talvez pense assim por ser escritor. Na verdade, gosto da atividade de diretor. A do ator me fascina, mas, na verdade, somente as exerço para transmitir, sem distorções, o que o autor criou.

Tenho dirigido nos últimos anos várias peças. Melhores ou piores (a gente sempre faz o possível), e a verdade é que vivo disso. Tenho tido uma estréia aproximadamente de quatro em quatro meses, isso há dez peças. Levando em conta que, além de dirigir, estou sempre em outras funções (autor, adpatador, ator, luz, trilha, cenários) verifica-se que é muito trabalho. Isso não é bom.

Um querido amigo que tive sempre contava a história do mestre Zen. Um homem foi procurá-lo no alto da montanha distante e disse: "Mestre, eu estudei muito para vir aqui, aprofundei-me em filosofia, psicologia, matemática. Sou também professor de literatura e artes, doutor em biologia e medicina...e só agora me senti pronto para chegar ao Mestre e perguntar-lhe sobre a verdade da vida". O Zen sorriu e ofereceu-lhe um chá. Serviu o chá pessoalmente e, depois que a taça encheu, continuou inexplicavelmente a derramar o líquido. A situação ficou embaraçosa. Nosso intelectual, perplexo e de calças molhadas. Então, o Mestre docemente explicou: "O Senhor é como esta taça. Está cheia. Não se pode botar mais nada dentro dela. Por favor, vá embora daqui, esvazie um pouco e depois volte. Talvez então eu possa lhe dizer alguma coisa".

Tentando uma síntese, creio firmemente (conforme me ensinou o amigo Simão) que fazer parte de um grupo (seja um grupo de teatro, uma nação ou um partido político) é apenas uma etapa para chegar a outro lugar. O grupo é o caminho do indivíduo. Quando um homem se individualiza (cumprindo assim uma potencialidade que faz parte de sua essência), ele deixa de pertencer ao grupo e passa, naturalmente, a ser seu líder. A contragosto, com certeza. Pois preferiria estar livre dessa responsabilidade. Ainda assim ele é o líder, posto que o grupo segue seus desígnios.


Como reunir pessoas para fazer teatro?
Que critérios conduzem à equipe mais produtiva?


Tenho visto vários modos diferentes de unir pessoas. Através das mesmas idéias, por exemplo, como nos partidos políticos (ou nos grupos de teatro político). Não dá certo depois de algum tempo. Pelo menos é o que tenho visto. As pessoas brigam, disputam o poder depois de algum tempo. Os mais nobres ideais transformam-se com rapidez espantosa em mesquinhas discussões. Nunca entendi bem por que, mas as pessoas que têm as mesmas idéias conseguem discordar infinitamente sobre elas. As reuniões, discussões ou seja que nome tiverem custam mais tempo e tornam-se mais importantes que o projeto em si. Não dá certo, não é produtivo. Pelo menos é o que tenho visto.

Esqueçamos então as idéias e caminhemos mais concreto: unamos as pessoas através de seus interesses. O interesse comum, como nas grandes firmas e indústrias (ou nas poucas companhias profissionais que possuímos). Não dá certo. Acaba dando nas mesmas brigas, em geral por dinheiro e poder, exatamente como no caminho político comentado acima. Não é produtivo. É feio. Nem pelas idéias nem pelos interesses. Como, então?

Existe um terceiro critério, o único no qual estou interessado. Embora este ainda não esteja tão codificado como os anteriores. Unir as pessoas que se gostam. Não sei o que é gostar, mas quem gosta sabe que gosta. Há pessoas que não vejo há muito, encontro na rua e parece que foi ontem: a gente se gosta. Há pessoas que têm interesses completamente desinteressantes, e eu gosto. Pessoas que pensam completamente diferente, e eu gosto. Às vezes gosto de pessoas que não pensam, às vezes gosto de pessoas que detesto! Por ser indefinível, este critério, o do amor, possui grande flexibilidade. É por este critério que as pessoas devem se reunir para fazer teatro. Ou para fazer outra coisa qualquer. Este é o único critério inteligente. Conduz ao único tipo de união verdadeiramente...produtiva.


Como receber opiniões?

Antes de estrear um trabalho, é preciso que saibamos o seguinte: é natural e obrigatório que muita gente não goste dele, seja qual for. Quanto menos convencional o espetáculo, mais chance isso tem de acontecer. Quando é exageradamente convencional, também muitos não gostam. Quando é muito ruim, também muitos não gostam.

Se o espetáculo é informal, natural que os formais não gostem. Se é livre, os reprimidos não gostarão. Se for muito pessoal, será antagonizado pelos amantes do coletivo. E vice-versa. Se tiver ótimo astral ou vier depois de um sucesso anterior causará corrosivas invejas. E assim por diante. Observemos que todas essas opiniões contrárias independem da qualidade do espetáculo. Entendem o que quero dizer? Mesmo que seja ótimo, tudo o que se disse acima acontecerá.


Não devemos esquecer também que, segundo a mais óbvia psicologia, são as pessoas altamente dependentes que apresentam maior agressividade na crítica. A crítica corrosiva é um método eficaz para pessoas de baixa auto-estima. Ao expressarem sua opinião negativa criam a ilusão de que, se fossem elas a fazer "aquela merda", teriam feito melhor. O exemplo clássico é o do passageiro do banco de trás do automóvel, ditando ao motorista como ele deve guiar. Aliás, a maioria das pessoas desse tipo não dirige automóvel.

Claro que isto não exclui a pergunta, que devemos constantemente nos fazer, se nosso espetáculo é bom ou ruim. Nosso espetáculo é bom, senão o teríamos feito de outra forma. Pode ser também que tenhamos enlouquecido, que sejamos umas bestas e que, no que se refere à platéia que virá ao teatro ou à eternidade da espécie, não tenhamos nenhuma significação. Mas se isso estiver acontecendo, não teremos a menor possibilidade de descobri-lo! O que signifca que essas hipóteses não merecem um segundo de preocupação, sendo fútil gastar energia com elas.


O valor do nosso trabalho não depende da opinião dos outros. Faremos tudo para que eles gostem, sem dúvida. Mas se não gostaram é porque não entenderam. Posto que representaremos com prazer, mãos estendidas e coração aberto. A boa intenção é tudo que se pode exigir no teatro. Uma peça é apenas uma peça. O teatro é sempre uma festa. Estão chegando as pessoas, o grande momento de amor se aproxima. Divirtam-se.
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Extraído de Do tamanho da vida - reflexões sobre o teatro. (Minc-INACEM, Coleção Documentos, 1987)

Instantes - Jorge Luiz Borges

Instantes meu caro amigo(a) não voltam mais, as pessoas não voltam mais, as situações não voltam mais, os amigos, os filhos, os pais, os avós, os tudo, são instantes em nossas vidas, passam, e muitos não ficam, o que é natural e normal, mas o que não o é, é não saber viver intensamente estes instantes. O triste o complicado o desesperante é voce olhar para trás, e não ver  nada, não ver tudo que poderia ser feito, tudo que voce poderia ter amado, tudo que voce poderia ter valorizado e não o fez. Se existe um dor doída, mas muito, muito doída é a dor do remorso. A dor do poderia ter feito, do poderia ser diferente e não foi....

Instantes

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, mandaria mais cartões postais, nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida, claro, tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver trataria de Ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda chuva e um pára-quedas, se voltasse a viver viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria andar descalço no começo da primavera e continuaria até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez pela frente uma vida.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.




                                                      Jorge Luís Borges

Programe seu dia


Nunca fui lá muito favorável a estes tipos de pensamentos, sabe não é muito fácil  ser  sempre um otimista, não é fácil não sentir uma ponta de inveja dos outros, não é fácil mesmo,. Por que? Porque nem sempre olhamos para o lado certo, para a pessoa certa, para a situação certa, julgamos, concluimos, decidimos, mas...estamos julgando, concluindo,decidindo o certo, o coerente, o real, o melhor, o mais sensato, o justo,,,,,pense....

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. 
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. 
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. 
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. 
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. 
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. 
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. 
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. 
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. 
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. 
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.



Saber viver


Mais um texto - Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

O uso positivo da raiva

Muito interessante, acrescentaria mais um tópico....

- Todos tem o direito de estar com raiva, mas no lugar certo, na hora certa e com a intensidade certa.....

O Uso positivo da Raiva

Não sou contra a raiva, mas sim, como ela é administrada.
A raiva pode ser um elemento muito favorável se bem aproveitada.

Expressão pessoal João descobriu que era traído. Ligou expressou seus sentimentos e encerrou o fato. Acabou – fato positivo, pois resolveu a situação e não ficou remoendo e tendo mais e mais conseqüências negativas para si.

Ênfase - Cris havia prometido que iria melhorar seu desempenho, como não estava cumprindo o acordado, foi chamada e cobrada suas atitudes mais uma vez. Uma conversa franca e aberto.

Motivaçãoem certos momentos é preciso agir e agir com determinação. È preciso saber explodir no momento certo.

Abrir comunicações interrompidas – Ficar sempre brincando nunca vai resolver uma situação de conflito – conversar – expor – jogar aberto pode ser um caminho muito bom, e isto não significa que você deve morrer de amores por todos, posso discordar, mas também posso aceitar.

Dinamite - Não é preciso explodir tudo para convencer a todos. È muito mais fácil partir do ponto onde estamos do que destruir tudo e tentar reconstruir, pois muitas vezes ficam marcas muito profundas e impossíveis de serem curadas.

Freqüência – Qualquer um pode explodir duas vezes ao ano, o que não é normal é explodir duas vezes ao dia. Uma vez ao mês é uma boa média e esta dentro da normalidade.

Foco – Quando ficar zangado e com muita raiva, saiba por que, ou com o que? Tem pessoas que tem raiva do mundo e descontam sua raiva em tudo o que aparece em sua frente.

Proporção – a quantidade de raiva é adequada a situação, ou você, está implicando por uma coisa muito pequena?

Direção – está gritando com a pessoa certa? Está descontando com a pessoa certa?

Repetição – é algo novo  ou você está repetindo a mesma coisa de sempre, e com isso somente aumentando sua raiva.

Duração – quando você está com raiva expressa e se acaba em pouco tempo ou você é um daqueles que fica remoendo sua raiva durante um longo período?

Estilo – sabe se expressar com estilo – é muito difícil você estar com muita raiva e não soltar uma lista de palavrões – Nunca funcionou palavrões, voz alterada no ambiente de trabalho.

Platéia – você gosta de dar seus shows foi prefere queon feito tudo sempre no particular?

Orientação no tempo – você expressa sua raiva no momento que ela acontece ou fica sempre remoendo e sempre trazendo a tona algo do passado?

Reciprocidadevocê explode com a pessoa do mesmo nível ou escolhe quem está um degrau abaixo para poder descarregar toda sua irá. Escolha alguém do seu tamanho ou superior a você.

Evidencias – é um fato verídico, aconteceu mesmo? Ou, você está com raiva de um dizem que vai acontecer?

Poder de controle – quando você está com raiva – você consegue dar uma pausa de dois minutos, para pensar um pouco? Consegue se acalmar rapidamente?

Nenhuma raiva é perfeita.
Nunca é refinada.

Nunca deve ser freguente.

O Porco espinho

Será que muitas vezes, não deveriamos ser os porcos, é uma questão de sobrevivencia, conviver com alguns espinhos.....

O Porco Espinho


Há muitos anos, durante um inverno bastante rigoroso, muitos animais começaram a morrer por causa do frio. A solução era ficarem juntos, para absorverem o calor uns dos outros. Mas isso era um grande problema para os porcos-espinhos, pois eles se feriam quando ficavam muito próximos daqueles que lhes davam calor. Os mais nervosos e individualistas logo se irritavam e se afastaram, por não terem paciência de suportar os espinhos alheios, e morriam congelados. Os mais sábios, tolerantes e pacientes suportavam-se e assim sobreviviam ao imenso frio. Os que sobraram aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima pode causar, pois o mais importante era o que obtinham um do outro